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ToggleSaber cuidar das finanças do seu negócio é o primeiro passo para que ele cresça de forma sustentável
Pensar na gestão financeira básica para marceneiros é essencial para quem deseja ter uma marcenaria próspera.
Afinal, muitos profissionais dessa área executam um trabalho de excelência, mas acabam enfrentando dificuldades constantes quando o assunto é o controle do dinheiro. E, sem uma organização clara do que entra e do que sai, o negócio corre o risco de ficar estagnado, impedindo o crescimento e a tranquilidade do seu proprietário.
Neste artigo, vamos desmistificar os conceitos financeiros e mostrar como você pode aplicar uma administração financeira eficiente no seu dia a dia de trabalho.
A importância de uma boa gestão financeira
Muitos marceneiros acreditam que, se há dinheiro na conta para comprar o material do próximo projeto, o negócio está indo bem. No entanto, essa é uma visão bastante perigosa.
A falta de uma boa gestão financeira básica para marceneiros pode esconder problemas graves que só aparecem quando já é tarde demais. Quando a administração é negligenciada, surgem sintomas claros, como:
- A mistura das contas pessoais com as da empresa;
- A incapacidade de prever quando faltará dinheiro para o aluguel;
- A dependência de empréstimos bancários com juros altos.
Lembrando que um dos maiores problemas da má gestão é o “lucro ilusório”, que acontece da seguinte forma:
Você fecha um projeto grande, recebe a entrada e sente que está rico. Contudo, se não houver controle, acaba gastando esse valor com despesas fixas antes mesmo de comprar os materiais ou pagar o ajudante. Isso gera um efeito bola de neve, em que o projeto novo sempre pagará o material do projeto antigo.
Sem organização, qualquer profissional vive em um estado de estresse constante, trabalhando muito e vendo pouco retorno, o que pode levar à desmotivação e, em casos extremos, ao encerramento das atividades.
Dicas de gestão financeira básica para marceneiros
Para sair do caos financeiro e assumir as rédeas do seu negócio, você não precisa ser um contador, mas precisa de disciplina. Isso porque a gestão financeira básica para os marceneiros também começa com o registro fiel de todas as movimentações, por menores que sejam.
Abaixo, detalhamos como estruturar os três pilares principais da sua administração:
Controle de entradas
As entradas representam todo o dinheiro que chega à sua marcenaria, sendo que o erro comum, aqui, é registrar apenas o valor total do projeto.
Você deve registrar cada parcela individualmente, especificando a data em que o dinheiro realmente cairá na conta e, se o cliente pagou com cartão de crédito, deve se lembrar de descontar a taxa da operadora e considerar o prazo de recebimento.
Ter clareza sobre as entradas permite que você saiba exatamente quanto capital tem disponível para honrar compromissos imediatos.
Controle de saídas
Aqui é onde a maioria dos pequenos negócios se perde, quando as saídas não são categorizadas detalhadamente.
De um lado, temos os custos diretos de cada projeto, como chapas, colas, parafusos e fretes. De outro, as despesas fixas da oficina, como energia elétrica, água, internet, aluguel e o seu próprio pró-labore (o seu salário fixo).
E a regra é clara: nunca pague uma conta pessoal com o dinheiro da marcenaria sem registrar isso como uma retirada de pró-labore. Somente com as saídas mapeadas você conseguirá identificar desperdícios e cortar gastos desnecessários que estão “comendo” o seu lucro.
Fluxo de caixa
O fluxo de caixa, por fim, é a ferramenta que une as entradas e as saídas ao longo do tempo, funcionando como um calendário financeiro por meio do qual, ao projetar o que entrará e sairá nos próximos 30, 60 e 90 dias, se torna possível prever se haverá um “furo” no caixa em determinado período.
Por exemplo:
Se você sabe que em outubro terá muitos impostos e manutenções de máquinas, mas poucas parcelas de clientes para receber, o fluxo de caixa te avisa com antecedência para que você busque novos projetos ou economize por determinado período.
Implementando a gestão financeira básica para marceneiros no dia a dia
A boa notícia é que a implementação dessas rotinas não precisa ser complexa: você pode começar com um caderno, uma planilha ou softwares, com a constância sendo o grande segredo para que tudo dê certo.
Reserve pelo menos 15 minutos ao final de cada dia ou duas horas na sua manhã de segunda-feira para atualizar os registros, até que a gestão se transforme em um hábito que te ajude a:
- Tomar decisões baseadas em dados;
- Saber quanto custa sua hora de trabalho;
- Saber qual a margem de contribuição de cada móvel fabricado;
- Negociar melhor com fornecedores;
- Saber até onde pode dar um desconto para um cliente sem sair no prejuízo.
Como a nova Reforma Tributária afetará o setor marceneiro
Dentro deste contexto de implementação, também é imprescindível que você comece a se atentar às mudanças externas, que podem afetar seu bolso e fazem com que o controle financeiro não seja necessariamente estático.
Um claro exemplo disso é a nova Reforma Tributária, cuja fase de testes se inicia em 2026, impactando empresas de formas diferentes: algumas sentirão mais este impacto, enquanto outras, principalmente aquelas que já possuem uma boa gestão consolidada, sentirão menos.
Se você é um marceneiro que atua como MEI, por exemplo, a princípio perceberá mudanças apenas no layout das notas fiscais que for gerar, com a forma de recolhimento se mantendo igual. Mas se estiver fora do Simples Nacional, irá se deparar com a cobrança da CBS (Contribuição Sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto Sobre Bens e Serviços).
De modo geral, a maior necessidade atual para toda e qualquer empresa é manter seus sistemas atualizados, independentemente de existirem ou não novas cobranças, e buscar o apoio de contadores para que a transição ocorra de forma tranquila, sem impactar na rotina.
Portanto, procure o quanto antes um profissional para te orientar e sanar suas dúvidas e, sempre que necessário, consulte as orientações sobre o assunto disponibilizadas também no portal Gov.br.
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